Minha chegada no Budismo e em Viamão

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A primeira vez que meditei foi na Colômbia, em 2010, quando estava trabalhando com o Fernando Heincke na Maria Panela, no meio de um dia corrido de trabalho paramos para meditar por uma hora. Eu topei para não causar problemas e porque tínhamos chegado em ponto do dia que não adiantava mais de preocupar. Fiquei por uma hora pensando na vida… não sabia nada sobre meditação.

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Aquele intercâmbio mudou minha vida sobre vários aspectos. E sem dúvida, foi um dos fatos importantes que me trouxeram até o CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatvas.

Cheguei aqui no dia 11 de janeiro. Tinha conseguido carona até Viamão e depois de vim andando até a Estrada Caminho do Meio, uma caminhada de uma hora em que tive o prazer de conhecer o sol a pino dos Pampas. E que sol! Nos últimos quilometro uma boa alma parou e me deu carona. 5 minutos sem a mochila nas costas e dentro de um carro, cheguei no portão da comunidade budista.

Vim com a minha mochila nas costas e sem grandes pretensões. Desejava fazer um retiro de silêncio antes de viajar para poder meditar, mas nem sabia se isso seria possível e se o CEBB era um lugar para esse tipo de retiro. A minha motivação para vir era mais energética do que racional, desde que comecei a frequentar o CEBB São Paulo no final de junho de 2013 e iniciado as práticas de meditação (Shamata e 5 Lungs), a minha qualidade de vida havia melhorado significativamente.

Como cheguei no CEBB

A minha busca espiritual começou a pouco tempo, um pouco antes de março/2013 quando decidi me abrir para algumas experiências, conhecer outras práticas religiosas e passei a meditar com mais frequência para manter minha energia em equilíbrio. No caminho para o Nordeste quando estava com o projeto Rota Brasil Social eu fiquei na casa do Daniel Mas e sua família. Foram dias maravilhosos lá e de muito aprendizado com ele, a Tati, sua mulher e o Alan seu filho. Ele me recomendou que fosse a algum CEBB durante a viagem, pois os meus propósitos estavam muito alinhados com o Budismo. Fiquei com isso na cabeça, mas acabou não rolando e voltei pra São Paulo com o propósito de ir conhecer as práticas de lá.

Foi assim que comecei a frequentar sede de São Paulo no Paraíso. Na primeira semana eu fui três dias seguidos e ficava nas duas práticas, a de iniciantes e o encontro de estudos. Senti uma certa dificuldade com a prática que era diferente da minha (olhos abertos) e me esforcei nisso. Após as práticas de meditação tem o encontro com a Sanga, que são os alunos do Lama Padma Samten que estudam os ensinamentos. Gostei do trecho do vídeo que colocava o budismo no cotidiano das pessoas, achei interessante, mas não tive nenhuma profunda conexão com os 20 minutos de vídeo. O mais marcante naquela semana para mim, foram as conversas e os comentários das pessoas da Sanga sobre a aplicação dos ensinamentos. Percebi um interesse genuíno em ajudar as pessoas e lidar com a vida de outra forma. Ali escutei um diálogo sincero, que tratava de temas delicados como relacionamentos amorosos, família, trabalho e amigos de forma clara e interessante.

Quis voltar. Comecei a negociar para fazer o retiro de inverno, mas acabei indo morar em Ubatuba e adiei o plano. Só em setembro voltaria a frequentar o CEBB São Paulo, nesse meio tempo tinha tido as duas crises de enxaqueca mais fortes da minha vida. Sem entender os motivos pois já vivia como queria, na praia, cidades pequenas, trabalhando sem pressão em projetos que realmente acreditava com pessoas maravilhosas. Não conseguia entender as causas.

Voltei para Sampa com essa questão na cabeça. Mesmo que a dor tivesse passado, eu temia o seu retorno. Ainda mais viajando muito como estava, não gostava da perspectiva de lidar com uma vida nômade e dores de cabeça sem uma opção de quarto escuro disponível.

Foi assim que fui para a aula de meditação com o Gustavo Gitti. Acabei tendo um pouco de dor de cabeça no dia, o que aconteceu em ótima hora e comentei com ele. Ele estava ensinando a meditação dos 5 Lugs e foi me dando instruções para praticar. Como sentia dores ele disse para observar se os pensamentos geravam alguma tensão no corpo. Fui percebendo que as tensões, respirando e equilibrando a minha energia. A dor de cabeça foi melhorando. Sempre que sinto que estou começando a ter uma dor de cabeça, paro e medito. Relaxo o corpo, tiro as tensões e assim a dor de cabeça diminui ou sessa.

Esse foi o ponto de virada na minha prática. Naquele momento percebi que eu poderia cuidar do meu corpo e da minha saúde conhecendo a minha mente e fazendo práticas. Isso me motivou a seguir praticando e querer conhecer o Lama. Já tinha ótimos motivos para me aprofundar no budismo: saúde, a aplicação dos ensinamentos na vida e a aproximação com a Sanga que me parecia super interessante.

Depois disso fui para fiz um retiro com o Lama Padma Samten em Araras no Rio de Janeiro, fui no CEBB Rio e no CEBB Niterói. Em todos os lugares fui super bem recebida e já me sentia fazendo parte da Sanga. Estava interessada em praticar e estudar o budismo e as práticas de meditação. Foi assim, depois de 6 meses praticando, que a minha vontade de conhecer Viamão foi aumentando, quando decidi começar a Vota ao Mundo por terram, pegando carona com caminhoneiros, não deixar de visitar o templo e passar uns dias no Centro Budista.

Esse é o começo da história de uma das experiências mais incriveis da minha vida. Participar de 3 retiros em um mês e meio aqui em Viamão e compartilhar a vida com pessoas especias. 🙂

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Um comentário em “Minha chegada no Budismo e em Viamão

    Bia Hassan disse:
    24 de fevereiro de 2014 às 19:24

    Que queridona você Flor!! ❤
    Good Vibes _/\_

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