Economia Colaborativa

Casa Maré das Artes: Volta Cine Cumbe!

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Mês passado recebi um email da Luiza me contando que estavam fazendo uma campanha#VoltaCineCumbe. Lendo o email descobri que ela tinha se mudado para Aracati, antiga capital do Ceará e vive em um coletivo no Cumbe, chamado Casa Maré das Artes.

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Combinamos deu vir pra cá visita-lá, participar das atividades da casa e colaborar propondo atividades.

Desde segunda-feira estou aqui, super feliz de encontrar um projeto tão lindo em uma comunidade quilombola a beira do Rio Jaguaribe.

A casa funciona como um centro cultural e residência do coletivo. As crianças da comunidade já se apropriaram do espaço, entram e saem, brincam, contam histórias e ajudam a cuidar do lugar. O mais lindo daqui é ver essa convivência das crianças empoderadas pelo projeto ajudarem na horta, cuidar da midioteca, lavar o que usa e manter a casa organizada. Os moradores dizem que dei sorte, cheguei de surpresa no dia certo, tudo funcionando. 🙂 não acredito nisso, da pra perceber que a relação do coletivo e a comunidade está sendo construída a muito tempo.

O coletivo é formado pela Luiza, Mari, Ton, Tiana, João, o Marujo (cachorro) e a Doyda ( A Gata). Eles querem mais! O sonhos deles são: aumentar as atividades, fazer mais filmes (eles já fizeram um documentário sobre o Cumbe), a residência artística receber mais gente, aumentar a apropriação da comunidade, entre muitos outros. O trabalho não para! A vida na pacata comunidade do Cumbe está recheada de sonhos e realizações dentro da casa Maré das Artes, na vida das crianças e comunidade.
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E um detalhe, a casa faz tudo isso, tendo duas moradoras: a Mari e a Luiza! As gatas são potentes!

Eu estou me sentindo realizada participando por uns dias de um projeto tão lindo! 🙂

A semana cheia de atividades, na terça fizemos um encontro do coletivo sobre os sonhos individuais e coletivos, ontem rolou contação de histórias pras crianças e hoje teremos um encontro sobre economia criativa.

Vale contar, que eles tem um trabalho de resistência aqui, querem preservar o território e os direitos da comunidade de ir e vir, utilizar a água e terem acesso aos serviços básicos. O coletivo faz parte da Associação Quilombola do Cumbe e fortalece a cultura local através das atividades na casa.

Se interessou? Cola aqui no projeto!
Ajude o CineCumbe voltar pelo link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/voltacinecumbe

Se souberem de algum projetor parado, querendo ser utilizado e espalhar cultura pelo mundo, entre em contato comigo ou com eles.

Pagina do facebook: https://www.facebook.com/maredasartes

P.S.: todos os post são escritos pelo celular. Tenham paciência e se verem erros de gramática, links e referências, enviem para carolmbernardes@gmail.com

Você é o que você compartilha. Eu compartilho Mamilos

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Esse post é a minha troca com o meu podcast favorito. Eu não trabalho por dinheiro, mas em trocas. Como não vou doar $1 para virar patrona, (mas recomendo as pessoas doarem muito mais que isso) estou doando toda admiração e algum tempo que passaria na praia pra falar do meu programa favorito: O Mamilos.

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Para quem nunca escutou um podcast, comece com elas Ju Walauer e Cris Bartis que fazem um programa com inteligência, empatia e bom humor, sem nenhuma modéstia!

Eu acredito que as pessoas não são o que elas tem. Por mais ricas que sejam, qualquer pessoa que “perder tudo” perdeu somente coisas materiais e é capaz de se reinventar e construir tudo de novo. E ainda ter relações mais fortes e saudáveis baseadas no que elas são, nos seus talentos, qualidades e forças.

Mas pra mim um pessoa nunca será definida por sua capacidade produtiva, de construir coisas… As pessoas são o que elas compartilham. Um amigo tem essa definição quando compartilha comigo bons e maus momentos. Um namorado também. A família nem se fala. Os professores são aqueles que realmente compartilharam conhecimento comigo, independente de terem essa profissão.

Meus amigos e minha família sempre me tornam uma pessoa melhor. Compartilhando um livro, um filme, ou um podcast, como aconteceu com o Mamilos. Meus ídolos compartilham conhecimento, na casa sempre cabe mais um e o almoço é sempre pra dividir.

Então, vou elogiar, rasgar a seda e dizer aqui um pouco do muito que aprendi com elas em todos esses 34 programas que escutei! É a primeira vez em publico porque nunca comento lá.

Aprendi como é importante ser feminista. O aborto é muito mais real e complexo do que dizem por aí. As mulheres, podem falar sobre qualquer tema, muito além de questões de gênero. Falar sobre um tema é só um recorte dele, de acordo com nossas percepções e experiências. Semanalmente escutar uma opinião diferente da minha me faz muito bem. Ter contato com mulheres inteligentes através desses programas é muito gostoso. Saber sobre política, reforma partidária e fiscal, temas que eu nunca tinha muita paciência para escutar e ler a respeito, se tornaram muito interessantes.

Na verdade, muitas vezes eu tinhas essas opiniões, faltavam argumentos, dados e fatos. Foi isso que mais ganhei nesses meses.

Enfim, posso elogiar tudo o que elas reforçaram em mim, tudo o que aprendi desde o ano passado quando comecei a escutar. Além disso, quero agradecer ao @Opalmas que sempre faz as melhores indicações de conteúdo da internet.

Eu viajo, tenho pouco acesso a internet e a energia elétrica ao mesmo tempo. Então, poder baixar e escutar os programas viajando, na praia, de carona caminhão/carro, lavando louça ou cozinhando, é perfeito! Não é preciso ter tempo pra escutar @Mamilospod. Escutar Mamilos é aproveitar melhor o seu tempo.

Pra quem quer descobrir a 1a maravilha da internet: http://www.b9.com.br/60450/podcasts/mamilos/
Twitter: @mamilospod

#podcast #mamilos

P.S.: todos os post são escritos pelo celular. Tenham paciência e se verem erros de gramática, links e referências, enviem para carolmbernardes@gmail.com

Minha chegada no Budismo e em Viamão

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A primeira vez que meditei foi na Colômbia, em 2010, quando estava trabalhando com o Fernando Heincke na Maria Panela, no meio de um dia corrido de trabalho paramos para meditar por uma hora. Eu topei para não causar problemas e porque tínhamos chegado em ponto do dia que não adiantava mais de preocupar. Fiquei por uma hora pensando na vida… não sabia nada sobre meditação.

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Aquele intercâmbio mudou minha vida sobre vários aspectos. E sem dúvida, foi um dos fatos importantes que me trouxeram até o CEBB – Centro de Estudos Budistas Bodisatvas.

Cheguei aqui no dia 11 de janeiro. Tinha conseguido carona até Viamão e depois de vim andando até a Estrada Caminho do Meio, uma caminhada de uma hora em que tive o prazer de conhecer o sol a pino dos Pampas. E que sol! Nos últimos quilometro uma boa alma parou e me deu carona. 5 minutos sem a mochila nas costas e dentro de um carro, cheguei no portão da comunidade budista.

Vim com a minha mochila nas costas e sem grandes pretensões. Desejava fazer um retiro de silêncio antes de viajar para poder meditar, mas nem sabia se isso seria possível e se o CEBB era um lugar para esse tipo de retiro. A minha motivação para vir era mais energética do que racional, desde que comecei a frequentar o CEBB São Paulo no final de junho de 2013 e iniciado as práticas de meditação (Shamata e 5 Lungs), a minha qualidade de vida havia melhorado significativamente.

Como cheguei no CEBB

A minha busca espiritual começou a pouco tempo, um pouco antes de março/2013 quando decidi me abrir para algumas experiências, conhecer outras práticas religiosas e passei a meditar com mais frequência para manter minha energia em equilíbrio. No caminho para o Nordeste quando estava com o projeto Rota Brasil Social eu fiquei na casa do Daniel Mas e sua família. Foram dias maravilhosos lá e de muito aprendizado com ele, a Tati, sua mulher e o Alan seu filho. Ele me recomendou que fosse a algum CEBB durante a viagem, pois os meus propósitos estavam muito alinhados com o Budismo. Fiquei com isso na cabeça, mas acabou não rolando e voltei pra São Paulo com o propósito de ir conhecer as práticas de lá.

Foi assim que comecei a frequentar sede de São Paulo no Paraíso. Na primeira semana eu fui três dias seguidos e ficava nas duas práticas, a de iniciantes e o encontro de estudos. Senti uma certa dificuldade com a prática que era diferente da minha (olhos abertos) e me esforcei nisso. Após as práticas de meditação tem o encontro com a Sanga, que são os alunos do Lama Padma Samten que estudam os ensinamentos. Gostei do trecho do vídeo que colocava o budismo no cotidiano das pessoas, achei interessante, mas não tive nenhuma profunda conexão com os 20 minutos de vídeo. O mais marcante naquela semana para mim, foram as conversas e os comentários das pessoas da Sanga sobre a aplicação dos ensinamentos. Percebi um interesse genuíno em ajudar as pessoas e lidar com a vida de outra forma. Ali escutei um diálogo sincero, que tratava de temas delicados como relacionamentos amorosos, família, trabalho e amigos de forma clara e interessante.

Quis voltar. Comecei a negociar para fazer o retiro de inverno, mas acabei indo morar em Ubatuba e adiei o plano. Só em setembro voltaria a frequentar o CEBB São Paulo, nesse meio tempo tinha tido as duas crises de enxaqueca mais fortes da minha vida. Sem entender os motivos pois já vivia como queria, na praia, cidades pequenas, trabalhando sem pressão em projetos que realmente acreditava com pessoas maravilhosas. Não conseguia entender as causas.

Voltei para Sampa com essa questão na cabeça. Mesmo que a dor tivesse passado, eu temia o seu retorno. Ainda mais viajando muito como estava, não gostava da perspectiva de lidar com uma vida nômade e dores de cabeça sem uma opção de quarto escuro disponível.

Foi assim que fui para a aula de meditação com o Gustavo Gitti. Acabei tendo um pouco de dor de cabeça no dia, o que aconteceu em ótima hora e comentei com ele. Ele estava ensinando a meditação dos 5 Lugs e foi me dando instruções para praticar. Como sentia dores ele disse para observar se os pensamentos geravam alguma tensão no corpo. Fui percebendo que as tensões, respirando e equilibrando a minha energia. A dor de cabeça foi melhorando. Sempre que sinto que estou começando a ter uma dor de cabeça, paro e medito. Relaxo o corpo, tiro as tensões e assim a dor de cabeça diminui ou sessa.

Esse foi o ponto de virada na minha prática. Naquele momento percebi que eu poderia cuidar do meu corpo e da minha saúde conhecendo a minha mente e fazendo práticas. Isso me motivou a seguir praticando e querer conhecer o Lama. Já tinha ótimos motivos para me aprofundar no budismo: saúde, a aplicação dos ensinamentos na vida e a aproximação com a Sanga que me parecia super interessante.

Depois disso fui para fiz um retiro com o Lama Padma Samten em Araras no Rio de Janeiro, fui no CEBB Rio e no CEBB Niterói. Em todos os lugares fui super bem recebida e já me sentia fazendo parte da Sanga. Estava interessada em praticar e estudar o budismo e as práticas de meditação. Foi assim, depois de 6 meses praticando, que a minha vontade de conhecer Viamão foi aumentando, quando decidi começar a Vota ao Mundo por terram, pegando carona com caminhoneiros, não deixar de visitar o templo e passar uns dias no Centro Budista.

Esse é o começo da história de uma das experiências mais incriveis da minha vida. Participar de 3 retiros em um mês e meio aqui em Viamão e compartilhar a vida com pessoas especias. 🙂